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11 livros que inspiraram os filmes concorrentes ao Oscar 2017

Conheça os autores que inspiraram diretores e roteiristas.

A corrida para o Oscar 2017 está a todo vapor. Nesta edição, classificada como uma das mais diversificadas em anos, grandes produções disputam as estatuetas, dividindo a opinião de especialistas. Além disso, ainda pipocam questões políticas relacionadas aos últimos pronunciamentos do presidente eleito, Donald Trump. Diversos títulos concorrentes já estrearam por aqui e outros estão com data marcada para este mês. Mas você sabe quais livros inspiraram alguns dos principais filmes da disputa? Confira nossa lista e fique por dentro!

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

1

A Editora Intrínseca lançou no Brasil o livro História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang, com o conto que inspirou o roteiro de “A Chegada”, filme estrelado por Amy Adams e Jeremy Renner e que concorre a oito estatuetas. Escritor recluso, Chiang escreveu apenas 15 contos em sua carreira, porém estes lhe renderam prêmios como o Nebula Awards e o Hugo Awards. Publicadas originalmente em volumes diversos, as narrativas do autor estão pela primeira vez reunidas em uma coletânea. Entre as histórias, dotadas de rigor científico, humanidade e lirismo, estão “A torre da Babilônia”, “Divisão por zero” e “História da sua vida” – na qual uma linguista aprende um idioma alienígena que modifica sua visão de mundo.

Estrelas além do tempo, de Margot Lee Shetterly

2

Com bilheteria que já atingiu milhares de milhões de dólares só nos Estados Unidos, “Estrelas Além do Tempo” ganhou fôlego na corrida pelo Oscar, no qual concorre a três estatuetas: filme, atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado. O filme foi baseado no livro homônimo de Lee Shetterly. A história se passa durante a Guerra Fria, quando a incipiente indústria aeronáutica americana contratou matemáticas negras para suprir sua falta de mão de obra. Esses “computadores humanos” continuaram trabalhando para seu governo e passaram a fazer parte da NASA em uma época em que vingava a segregação racial.

Tony e Susan, de Austin Wright

3

“Animais Noturnos” foi indicado na categoria Ator Coadjuvante, pela incrível atuação de Michael Shannon como o xerife Bobby Andes. O longa baseia-se em um livro dentro de outro livro, pois foi escrito por Edward Sheffield, personagem do livro Tony e Susan. Há 25 anos, Susan Morrow deixou seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora com os filhos e o segundo marido, ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

O silêncio, de Shusaku Endo

4

Profundo observador dos dramas do ser humano, Shusaku Endo revela em suas obras não só a angústia da fé como também a busca dos homens pela misericórdia de Deus. Em seu mais aclamado romance, ele narra a saga de missionários católicos no Japão do século XVII, um período em que cristãos japoneses eram brutalmente oprimidos. A partir de cartas reais, Endo delineia o silêncio duro e sufocante ao qual, tanto jesuítas quanto cristãos, foram submetidos. Eles foram perseguidos, torturados até optarem por se calar eternamente mantendo sua fé ou apostatar e viver em eterno silêncio. O longa homônimo foi indicado na Categoria Fotografia.

Animais fantásticos e onde habitam, de Newt Scamander

5Este livro foi escrito por J. K. Rowling sob o pseudônimo de Newt Scamander, e tem o prefácio do sábio Alvo Dumbledore. Adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima, atribui-se à obra a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem. O longa inspirado na obra foi indicado nas categorias Figurino e Direção de Arte.

Um homem chamado Ove, de Fredrik Backman

6

Indicado na categoria Filme Estrangeiro, “Um Homen Chamado Ove” é inspirado no livro de mesmo nome. Sucesso na Suécia e campeão de vendas nos Estados Unidos, ele uma história divertida e emocionante sobre como uma única pessoa pode mudar a vida de outras — e ter sua própria vida mudada por elas. Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda. Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.

Sully: O heroi do Rio Hudson, de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow

7

Em 15 de janeiro de 2009, o mundo testemunhou um impressionante pouso de emergência quando o capitão Chesley Sullenberger, piloto da aviação civil com mais de 20 mil horas de voo, habilidosamente deslizou um avião da US Airways sobre o Rio Hudson, em Manhattan, salvando todas as 155 vidas a bordo. O sangue-frio do piloto não apenas evitou uma enorme tragédia, mas o transformou em um herói e uma inspiração em todo o planeta. O incidente, que na época ficou conhecido como “O milagre do Rio Hudson”, inspirou o capitão Sullenberger a contar a própria história: uma jornada de dedicação, esperança e prontidão, que revela as importantes lições aprendidas em sua infância, durante o serviço militar e, depois, trabalhando como piloto da aviação civil. Best-seller do The New York Times à época de seu lançamento e recentemente adaptada para os cinemas com direção de Clint Eastwood, a biografia, que narra o evento do pouso no Hudson e outros desafios da vida do capitão Sullenberger, ressalta que, sobretudo nesses tempos de guerra, tragédia e incerteza econômica, existem valores pelos quais ainda vale a pena lutar, e que, se estivermos preparados, não haverá desafio que não possa ser superado.

Livro da selva: As aventuras de Mogli, o Menino Lobo, de Rudyard Kipling

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Bem mais que um clássico infanto juvenil. Selvas, planícies, mares – são alguns dos cenários dos sete contos que formam este volume. Mas não é à toa que chama-se Livro da selva – pois “selvagem” é o adjetivo que dá o tom de todos os textos, que retratam a vida livre e indômita de personagens que vão de meninos criados por lobos a outros animais, em oposição à civilização humana. O longa indicado na categoria Efeitos visuais e inspirado na obra foi Mogli: O menino lobo.

13 horas: Os soldados secretos de Benghazi, de Mitchell Zuckoff

9

13 horas apresenta, pela primeira vez, a história real dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Uma equipe de seis soldados lutou bravamente para repelir os agressores e proteger os americanos que lá trabalhavam, indo além de suas obrigações e realizando atos extraordinários de coragem e heroísmo para impedir uma tragédia ainda maior. Este é seu relato pessoal do que aconteceu durante as treze horas do infame atentado. Pondo em pratos limpos o ocorrido em uma noite encoberta por mistério e controvérsia, este livro instigante leva os leitores para dentro da história desses heróis que arriscaram sua vida uns pelos outros, por seus compatriotas e por seu país. O filme concorre na categoria Melhor Mixagem de Som.

Uma longa jornada para casa, de Saroo Brierley

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Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. É o próprio Saroo quem narra sua história em Uma longa jornada para casa. O relato deu origem a Lion – Uma Jornada para Casa , filme indicado ao Oscar nas categorias Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Dev Patel), Atriz Coadjuvante (Nicole Kidman), Roteiro Adaptado, Direção de Arte e Trilha Sonora Original.

Soldado desarmado: O herói que resgatou até o último homem, de Francess M. Doss

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A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra. Com seis indicações da Academia, incluindo a de melhor filme e melhor diretor, o filme: Até o Último Homem traz Mel Gibson de volta ao Oscar duas décadas depois de levá-lo por Coração Valente.

Fonte: Estante Virtual